Por que o glp sofre tantos aumentos de preço atualmente

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Indispensável nas residências de milhões de brasileiros, o gás de cozinha passa atualmente por constantes reajustes. Entre os anos de 2020 e 2021 o preço do glp sofreu 14 aumentos, sendo sete deles no ano corrente. Desde 1o de setembro deste ano, o gás sofreu nova alteração de valor, e o botijão de 13kg chega a custar mais de R$100,00 em alguns Estados.

De acordo com o Sindvargas (Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de GLP do Distrito Federal), o aumento equivalente a 7% no preço do botijão será destinado ao pagamento do reajuste salarial dos colaboradores e também para cobrir custos decorrentes da alta da inflação.

O ICMS possui um papel importante no preço do glp?

Por que o glp sofre tantos aumentos de preço atualmente

No mês de março de 2021 o governo federal decretou a isenção dos impostos referentes ao PIS/Pasep e Cofins. Atualmente o preço do glp é composto pela Petrobrás (48,1%), distribuição/revenda (37%) e ICMS (14,9%).

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto estadual. Segundo o economista João Victor Souza, professor na Universidade Federal do Piauí, a alíquota de ICMS atual é a mesma aplicada há três ou quatro anos atrás. Assim, como esse imposto se mantém constante, não tem nenhuma relação com a série de reajustes praticados no último ano.

Qual o motivo dos frequentes reajustes do glp?

Em junho de 2017 a Petrobrás anunciou uma nova política de preços do botijão de gás, que passou a ser atrelada à variação de preço do dólar. A frequência dos reajustes do gás de cozinha ocorre também devido à cotação dos barris de petróleo no mercado internacional.


No Brasil, todo o petróleo destinado à produção de combustíveis como gasolina, diesel, gás natural e glp é importado. Dessa forma, quando a Petrobrás adquire o petróleo a um valor maior, isso se reflete no preço que é repassado para as distribuidoras, revendedoras de gás e, consequentemente, o consumidor final.


Com o surgimento da pandemia mundial do vírus da Covid-19, seguido do fechamento de indústrias e empresas de vários segmentos, houve uma estabilidade no preço do petróleo. Porém, com a reabertura desses locais em diversos países, inclusive no Brasil, a demanda por petróleo aumentou, e desencadeou a alta frequente de preços em todos os seus derivados.

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