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Principais tendências para 2026 no setor de GLP

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Tempo de leitura: 6 minutos

Sempre que um novo ano começa, ele traz consigo uma série de tendências que impactam diferentes mercados ao redor do mundo. Mudanças no comportamento do consumidor, avanços tecnológicos e novas exigências regulatórias influenciam diretamente a forma como as empresas operam e no setor de GLP não poderia ser diferente. Em 2026, o mercado de gás de cozinha segue em transformação, exigindo dos revendedores mais atenção às novidades, adaptação às mudanças e decisões estratégicas para se manter competitivo e sustentável.

Para te manter atualizado listamos aqui nesse texto algumas tendências que pode impactar e muito o cenário atual do Brasil principalmente para o setor de gás de cozinha, acompanhe: 

  • Mudança na Reforma tributária que entra em fase de testes em 2026

A Reforma Tributária é considerada uma das principais tendências a partir de 2026 porque marca o início prático de uma mudança profunda na forma como as empresas lidam com impostos no Brasil. Mesmo sendo um ano de testes, 2026 inaugura um novo modelo de tributação baseado em simplicidade, transparência e cobrança no destino, exigindo que as empresas, inclusive as revendas de GLP, revejam processos fiscais, sistemas, precificação e organização financeira. A adaptação deixa de ser teórica e passa a impactar o dia a dia, tornando o conhecimento e o preparo fatores decisivos para evitar erros, multas e perda de competitividade.

A Reforma Tributária se torna tendência porque força o mercado a evoluir em gestão, tecnologia e conformidade fiscal. Com apuração assistida, cruzamento automático de dados, novos tributos como IBS e CBS e a possibilidade de uso do Split Payment, o controle fiscal passa a ser mais rigoroso e menos tolerante a falhas. Em 2026, empresas que se antecipam, organizam informações e ajustam seus processos ganham previsibilidade e segurança, enquanto quem ignora as mudanças corre o risco de enfrentar bloqueios de crédito, problemas no fluxo de caixa e prejuízos operacionais. Por isso, mais do que uma obrigação legal, a Reforma Tributária se consolida como uma tendência estratégica para a sustentabilidade e o crescimento das revendas de gás nos próximos anos.

  • Segurança digital

A segurança digital se consolida como uma tendência em 2026 porque o setor de GLP está cada vez mais dependente de sistemas, aplicativos, dados e processos digitais para operar no dia a dia. Emissão de notas fiscais, controle de entregas, cadastros de clientes, meios de pagamento e comunicação com o consumidor passaram a acontecer quase totalmente no ambiente online. Com esse avanço, crescem também os riscos de ataques cibernéticos, vazamentos de dados e golpes digitais, tornando a cibersegurança uma necessidade estratégica, não apenas uma questão técnica, mas parte da gestão do negócio.

Além disso, o aumento das exigências legais, a preocupação dos consumidores com a proteção de seus dados e os prejuízos financeiros causados por falhas de segurança reforçam por que a segurança digital ganha protagonismo em 2026. Revendas que investem em práticas de proteção digital demonstram mais profissionalismo, reduzem riscos operacionais e fortalecem a confiança dos clientes. Em um mercado cada vez mais competitivo e conectado, cuidar da segurança virtual deixa de ser diferencial e passa a ser uma condição essencial para a continuidade e o crescimento sustentável da revenda de gás.

  • Environmental, social and governance – ESG

ESG é a sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança) e representa um conjunto de práticas que avaliam como as empresas lidam com o meio ambiente, com as pessoas e com a forma como são geridas. No pilar ambiental, entram ações ligadas à redução de impactos ambientais; no social, o cuidado com colaboradores, clientes e a comunidade; e na governança, a transparência, a ética e a organização dos processos internos. Mais do que um conceito, o ESG passou a ser um critério importante para medir a sustentabilidade e a responsabilidade de um negócio.

O ESG é tendência em 2026 porque consumidores, parceiros, fornecedores e até órgãos reguladores estão cada vez mais atentos a empresas que atuam de forma responsável e organizada. Negócios que demonstram compromisso com boas práticas ganham mais credibilidade, reduzem riscos e se adaptam melhor às novas exigências do mercado. No setor de GLP, onde a segurança, a conformidade legal e a relação com a comunidade são essenciais, adotar práticas de ESG deixa de ser apenas uma questão de imagem e passa a ser parte da estratégia de sobrevivência e crescimento.

Na prática, o revendedor de gás de cozinha pode aplicar o ESG de forma simples e realista. No ambiental, cuidando do armazenamento correto dos botijões, reduzindo desperdícios e seguindo normas de segurança e descarte. No social, garantindo boas condições de trabalho, treinando entregadores, valorizando a equipe e mantendo um atendimento responsável ao cliente. Já na governança, organizando processos, mantendo obrigações fiscais em dia, usando sistemas de gestão e atuando com transparência. Pequenas ações consistentes já colocam a revenda em um caminho mais sustentável, profissional e alinhado às tendências do mercado.

  • Novos modelos de negócio (abertos 24h) 

Os novos modelos de negócio se tornam tendência porque acompanham mudanças claras no comportamento do consumidor, que busca cada vez mais conveniência, agilidade e disponibilidade. Em 2026, formatos de operações 24h ganham força justamente por atender pessoas que não seguem mais os horários tradicionais de compra. Negócios que ampliam seus canais e horários de atendimento conseguem aumentar a presença no mercado, reduzir perdas de vendas e se adaptar melhor à rotina moderna dos clientes.

No setor de GLP, esse movimento também começa a ganhar espaço com o autoatendimento, conhecido como estação 24h. Esse modelo permite que o consumidor adquira o botijão fora do horário comercial, de forma prática e rápida, sem depender diretamente de atendentes. Além de atender uma demanda real, esse formato pode reduzir custos operacionais, otimizar a estrutura da revenda e ampliar o alcance do negócio, principalmente em regiões estratégicas e de grande circulação.

Essas mudanças têm potencial para impactar profundamente o formato tradicional das revendas de gás. Mais do que substituir o modelo atual, as estações 24h surgem como uma alternativa complementar, exigindo planejamento, adequação às normas de segurança e investimento em tecnologia. Por isso, falar de novos modelos de negócio no GLP é falar de adaptação, inovação e visão de futuro — fatores que podem definir quais revendas vão se destacar nos próximos anos.

  • Automação de negócios 

A automação de negócios é uma tendência forte porque permite que empresas ganhem eficiência, reduzam erros e otimizem o tempo das equipes. Em um cenário cada vez mais digital, tarefas repetitivas como emissão de notas, controle de pedidos, gestão financeira e organização de dados podem ser automatizadas, garantindo mais agilidade e padronização nos processos. Em 2026, a automação deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade para negócios que querem crescer de forma estruturada.

Para o revendedor de gás, a automação impacta diretamente o dia a dia da operação. Com processos automatizados, é possível ter mais controle sobre vendas, entregas, estoque e fluxo de caixa, além de melhorar o atendimento ao cliente e a tomada de decisões. Isso reduz retrabalho, aumenta a produtividade e libera tempo para que o gestor foque no que realmente importa: a estratégia e o crescimento da revenda.

  • Uso irrestrito de IA

A IA se consolida como tendência porque a inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia distante e passou a fazer parte da rotina dos negócios. Ferramentas de IA são utilizadas para analisar dados, automatizar atendimentos, prever demandas, otimizar rotas de entrega e apoiar decisões estratégicas. Essa adoção ampla permite mais agilidade, redução de custos e maior precisão nas operações, tornando as empresas mais competitivas.

No setor de GLP, a IA pode impactar desde o atendimento ao cliente até a gestão da revenda. Chatbots, análises de consumo, previsões de estoque e apoio à gestão financeira são exemplos de aplicações que ajudam o revendedor a antecipar problemas e aproveitar oportunidades. O uso irrestrito de IA não significa falta de controle, mas sim aproveitar ao máximo a tecnologia disponível para melhorar processos, aumentar a eficiência e preparar a revenda para um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.

Para finalizar, 2026 se apresenta como um ano decisivo para o setor de GLP, marcado por mudanças que vão muito além da operação tradicional das revendas. Reforma Tributária, segurança digital, ESG, novos modelos de negócio, automação e uso de inteligência artificial mostram que o mercado caminha para um cenário mais tecnológico, regulado e competitivo, onde gestão e adaptação se tornam fatores-chave para a sustentabilidade do negócio.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio do revendedor de gás é entender o que faz sentido para a sua realidade e começar a se preparar desde agora. Quem se antecipa, investe em organização, tecnologia e boas práticas ganha eficiência, reduz riscos e se posiciona melhor para crescer. Em um mercado em constante transformação, estar preparado deixa de ser diferencial e passa a ser essencial para continuar competitivo nos próximos anos.

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